Lançamento do World Creativity Day
A criatividade ganhou palco em Portugal com o arranque do World Creativity Day (WCD), uma iniciativa global que chega ao país com a ambição de ligar pessoas, ideias e organizações em torno da inovação. Assinalado a 21 de abril, data reconhecida pela ONU como o Dia Mundial da Criatividade e Inovação, o projeto estreia-se com um modelo aberto, descentralizado e colaborativo.
Mais do que um evento, o WCD apresenta-se como uma rede em construção, que já mobiliza a Região da Madeira e os municípios de Amarante, Barcelos, Fafe e Vila Verde.
O objetivo é claro: criar pontes, experimentar soluções e estimular novas formas de pensar, envolvendo desde escolas a empresas, passando por criadores e comunidades locais.
Lisboa foi o ponto de partida. A 15 de abril, o The Editory Riverside Hotel Collection recebeu o lançamento oficial, num encontro que juntou diferentes perspetivas sobre o papel da criatividade nos negócios, na comunicação e na inovação. Entre conversas e exemplos práticos, ficou evidente que a criatividade não é abstrata, traduz-se em impacto real.
Do lado internacional, a mensagem foi inequívoca. Lucas Foster, fundador da World Creativity Organization, colocou Lisboa no mapa global da criatividade, descrevendo o WCD como uma plataforma orientada para uma mudança sustentável e colaborativa. Já Edna dos Santos-Duisenberg reforçou o poder transformador da criatividade, destacando a sua capacidade de inspirar através da cultura e de aproximar pessoas.
No debate, emergiu uma ideia comum: a criatividade continua a ser profundamente humana. Judite Mota sublinhou a capacidade portuguesa de inovar com poucos recursos e defendeu que, apesar da crescente presença da inteligência artificial, é o pensamento humano que rompe padrões e gera verdadeiro valor. Uma ideia, disse, só ganha relevância quando se concretiza e provoca mudança.
Também Gil Moreira destacou a importância da ousadia para inovar. Recordando a origem do SAPO como um projeto académico, apontou a irreverência e a vontade de fazer diferente como motores de um percurso marcado pela inovação contínua e pela criação de conteúdo com propósito.
Já Isabel Tavares trouxe a perspetiva da interseção entre áreas, mostrando como a hotelaria pode cruzar-se com cultura e pensamento contemporâneo para criar experiências diferenciadoras e estimular novas formas de envolvimento.
A sustentabilidade entrou na conversa pela voz de João Maria Botelho, que defendeu uma abordagem prática e integrada, onde a criatividade é essencial para transformar intenções em ações concretas. Para as novas gerações, sublinhou, o impacto social e ambiental já influencia decisões de consumo e relação com marcas.
No centro de tudo está a ideia de comunidade. Marta Leite Castro destacou o potencial do WCD enquanto plataforma de ligação e colaboração, apontando para o crescimento da iniciativa em Portugal e a futura expansão para os PALOP. Reforçou ainda que a criatividade não é excecional faz parte das escolhas do dia a dia e das mudanças que cada um pode gerar.
Mais do que celebrar a criatividade, o WCD propõe ativá-la. E esse é, talvez, o verdadeiro ponto de partida.
Em Portugal, o World Creativity Day é liderado por Marta Leite Castro, responsável por dar forma e escala a esta rede criativa, posicionando o país como parte ativa de um movimento global de inovação e transformação.